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Cicatrizes


Por Victória Oliveira


Bom tarde, pessoal! Faz um bom tempo que não venho por aqui, né?! Bom, nos últimos dias venho escutado muito sobre cicatrizes – de várias formas – e algo me despertou para vir compartilhar algo com vocês...

“Certo dia, um garoto resolveu nadar no rio que corria atrás de sua casa. Ele se jogou na água refrescante e estava tão entretido que não percebeu quando um crocodilo enorme começou a nadar em sua direção. Sua mãe, que havia ficado em casa, aproximou-se da janela para ver se estava tudo bem. De repente, viu o crocodilo se aproximando de seu filho, que nadava tranquilamente sem perceber o perigo. Começou a gritar o mais alto que podia para alarmar o filho. Apesar da distância, o menino percebeu que havia algo de errado. Foi então que notou o crocodilo vindo em sua direção. Tentou nadar o mais rápido que podia para sair do rio, mas já era tarde demais, o crocodilo já o havia alcançado.

A mãe do menino, totalmente desesperada, correu para o rio, para tentar salvar seu filho a qualquer custo. No momento em que o animal havia abocanhado as pernas do garoto, a mãe começou a segurá-lo pelos braços. O embate era incomparável, pois a mãe não tinha forças se comparada ao crocodilo. Mesmo assim, a mãe não parava de lutar...

Naquele momento, passava um homem por perto. Ao ouvir os gritos e ver a luta da mãe pelo filho, correu com uma espingarda e com um tiro matou o crocodilo em cheio. Após isso, a mãe retirou o filho do rio e levou-o para o hospital.

Após muitas semanas internado com graves ferimentos, o menino sobreviveu e voltou a andar normalmente. Um dia, um jornalista foi entrevistá-lo e o garoto contou como foi o ocorrido e mostrou os ferimentos que o réptil lhe causou. Após o jornalista se retirar, ele chamou o repórter novamente e disse:

- Perdoe-me, mas as marcas mais interessantes eu ainda não lhe mostrei.

E assim, mostrou as cicatrizes que as mãos de sua mãe havia deixado nos seus braços. Mostrou-as com orgulho, e muito emocionado, falou:

- Eu tenho estas marcas porque minha mãe não me largou. Ela sabia que não podia lutar contra um crocodilo, mas ela não mediu esforços. Mesmo que parecia impossível, ela não desistiu de mim. Somente assim ela conseguiu salvar minha vida.”

Um mini-conto meio grande, né? Rsrsrs
Mas e aí Victória? O que isso tem a ver com cicatrizes? TUDO! Tudo mesmo!

Façamos uma breve analogia em que nós seríamos o garotinho, o crocodilo, o mundo, e a mãe, DEUS! Irmãos, o que quero lhes dizer é que há momentos em nossas vidas aparecem obstáculos diversos e nos puxam, nos atraem para a rendição ao mundo, tentam nos afastar de Deus.

Esses obstáculos são as aflições, que nos machucam, deixam cicatrizes que até saram, mas muitas vezes se abrem novamente e nos causam dor. E essas dores às vezes são causadas por coisas que nós queremos que dê certo, em qualquer área das nossas vidas, mas não dá. É engraçado como nos voltamos para Deus e perguntamos “Mas por que isso não deu certo, meu Deus?” e ficamos chateados com Ele.

No entanto, meus amados, devemos lembrar que Ele é nosso Pai e sempre vai querer o nosso bem, fazendo o possível para evitar um maior sofrimento para nós. Mesmo que as circunstâncias deixem cicatrizes e ardam, às vezes elas são necessárias para evitar um mal maior. Muitas vezes Deus está bem na ponta do nosso nariz dizendo “Está doendo e não deu certo, mas Eu estou contigo e não te deixarei desistir do galardão! Sei o que é melhor para ti, filho!”

Por isso, devemos não pedir somente em oração que o Senhor amenize nossa situação, mas que sempre esteja conosco e nos dê ombros fortes para vencer os oásis desse mundo. Ele NUNCA vai desistir de nós, nunca vai permitir que o mundo nos tome para si. Ele nos ama, e esse amor é incomensurável.

Pensem nisso!

Que a Graça e a Paz do Senhor estejam com todos vocês!

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